
Dizer Não | Culpa e Medo de Desagradar
Para muitas pessoas, colocar limites não é apenas uma questão de comunicação; é uma questão de identidade. Sentir culpa ao
Já te aconteceu sentires que uma situação simples, uma palavra inocente ou até um olhar, te fez sentir um turbilhão de emoções, como se alguém tivesse tocado numa ferida antiga? Isso é o que chamamos de um gatilho emocional. Não é sinal de fraqueza, e muito menos algo de que devas sentir vergonha. É apenas uma parte de ti a pedir atenção e cuidado, a dizer-te: “Ainda estou aqui, preciso que me cuides.” Os gatilhos são memórias emocionais guardadas no teu corpo, pedaços do teu passado que, sem perceberes, continuam a influenciar o teu presente.
Talvez já tenhas reparado que nesses momentos o teu coração dispara, sentes um aperto no peito ou um nó na garganta, e, de repente, já não estás no agora. É como se o teu corpo acreditasse que está outra vez em perigo, mesmo quando não há motivo real. Esta reação automática é a forma como o teu sistema nervoso te tenta proteger. Só que, muitas vezes, acabas por reagir sem pensar, dizes ou fazes coisas que depois te deixam com aquela sensação de arrependimento e culpas-te por “ter perdido o controlo”. Mas quero que saibas: tu não és a tua reação!
O que acontece é que, lá atrás, houve momentos em que não te sentiste segura. Palavras duras, críticas, rejeições ou situações que deixaram uma marca. Essas memórias ficaram gravadas, e hoje, quando algo se parece com essas experiências, a tua mente leva-te para o passado. E é por isso que a tua reação parece maior do que a situação em si. A boa notícia? É possível sair deste ciclo. É possível aprender a reconhecer quando estás a ser ativada e escolher uma nova forma de responder, e, é possível tirarmos o trauma.
Da próxima vez que sentires essa onda de emoção a subir, experimenta dar um passo atrás e dizer a ti mesma: “Ok, o gatilho está a ser ativado. Isto não é sobre o agora, é uma história antiga a tentar repetir-se.” Respira profundamente, três vezes, devagar, só para lembrares o teu corpo de que está seguro. Depois, em vez de te julgares, observa o que está a acontecer dentro de ti: onde sentes a tensão? O que é que esta emoção te está a tentar contar? Esta pausa é poderosa porque dá-te a oportunidade de escolher a tua resposta, em vez de reagires no piloto automático, sais do emocional e entras no racional, no equilíbrio.
E quando a tempestade passar, reserva um momento para refletir: qual foi a raiz deste gatilho? Existe algo do passado que ainda está a pedir cura? Cada vez que fazes este exercício, estás a ensinar o teu sistema nervoso a sentir-se mais seguro, a libertar-te um pouco mais do peso do passado. Aos poucos, vais perceber que tens o poder de mudar a tua relação com as tuas emoções e, por consequência, com a tua vida.
Se este texto tocou em algo dentro de ti, se sentes que já não queres viver refém dessas reações automáticas e procuras um caminho para te sentires mais leve, segura e no controlo das tuas emoções, quero convidar-te a dar o próximo passo comigo. É isso que faço nas minhas sessões: ofereço-te um espaço seguro para olhares para estas feridas, sem julgamento, e aprenderes a lidar com os teus gatilhos de forma saudável. Se sentes que é o momento, agenda a tua sessão comigo. Vamos, juntas, ajudar-te a reescrever a tua história emocional.

Para muitas pessoas, colocar limites não é apenas uma questão de comunicação; é uma questão de identidade. Sentir culpa ao

Ninguém casa a pensar em magoar o outro, em deixar que a chama do amor se apague, em se afastar,

Se já te fizeste essa pergunta, quero que saibas que não estás sozinha. E, acima de tudo, quero que possas