Esta é uma das perguntas mais importantes no trabalho emocional com mulheres. Muitas vivem a sensação de estarem presas num ciclo amoroso que se repete: mudam os nomes, mudam os contextos, mas a dor é a mesma. A explicação, muitas vezes, está na combinação entre história emocional, apego e crenças profundas sobre amor.
Os primeiros vínculos influenciam a forma como aprendemos a amar, a confiar e a reagir ao afastamento. Se o amor foi vivido como algo instável, exigente ou inseguro, o sistema emocional tende a procurar relações semelhantes na idade adulta, porque são as que o corpo reconhece mais depressa.
Como os padrões se repetem?
– Escolher parceiros indisponíveis, distantes ou inconsistentes.
– Tentar salvar, corrigir ou provar o teu valor.
– Confundir intensidade/paixão com amor.
– Reviver ciclos de ansiedade, conflito e abandono.
– Sentir que nunca podes te sentir tranquila quanto á extabilidade da relação.
Porque isto acontece?
Não é porque estás condenada ao mesmo resultado. É porque o teu sistema aprendeu um mapa emocional antigo. Muitas vezes, esse mapa foi construído para sobreviver, não para amar com segurança. O problema é que uma estratégia de proteção de ontem pode tornar-se um obstáculo à intimidade de hoje.
Como começar a quebrar o ciclo?
O primeiro passo é reconhecer o padrão sem vergonha.
O segundo é perceber do que ele procura te proteger, será medo do abandono, rejeição, solidão…
O terceiro é começar a fazer escolhas mais lentas, mais conscientes e menos automáticas, dando espaço para uma nova experiência emocional se construir.
Por último, o quarto, é te permitires cuidar de ti por entrares em um processo terapêutico para desenvolveres autoconhecimento e amor-próprio.