
Dizer Não | Culpa e Medo de Desagradar
Para muitas pessoas, colocar limites não é apenas uma questão de comunicação; é uma questão de identidade. Sentir culpa ao
Para criares o que desejas na vida, precisas primeiro de o tornar claro na tua mente — não como uma ideia vaga ou um rascunho confuso, mas como um caminho traçado. Isso exige algo fundamental: a audácia de desejar.
A coragem de admitir que queres algo.
A disponibilidade interna para ter esperança.
O problema surge quando o medo da decepção entra em cena. Um medo profundamente humano — e, muitas vezes, infantil. Porque, se pararmos para pensar com honestidade: o que é realmente o pior que pode acontecer se nos decepcionarmos?
Ainda assim, muitos de nós tentamos proteger-nos mantendo os sonhos pequenos. Olhamos obsessivamente para todas as evidências de por que “isso não vai resultar”, de por que “não é para nós”, de por que “não vale a pena tentar”.
Mas o que estamos, de facto, a fazer é pré-experimentar a decepção antes mesmo de qualquer coisa acontecer.
Estamos a sentir a perda de algo pelo qual nunca ousámos lutar.
Fazemos isto nas relações, com o dinheiro, na carreira, nos projetos pessoais — em praticamente todas as áreas da vida.
E esquecemo-nos de algo essencial: não te podes proteger da decepção da vida.
E, ao contrário do que aprendeste a acreditar, tu não és assim tão frágil.
Precisamos reaprender a ousar desejar — e a caminhar na direção do que queremos.
Diz-me: quando foi a última vez que te permitiste desejar algo sem imediatamente esbofetear essa ideia com pensamentos como:
“Quem pensas que és?”
“Isso não é para ti.”
“Não te empolgues demasiado.”
Ou, de forma mais subtil — e muito comum nos atendimentos terapêuticos — frases como:
“Eu não preciso de homem para nada.”
Então, porque fazemos isto?
Uma parte da resposta está no sistema nervoso.
Aprendemos, ao longo da vida, que certas mensagens são perigosas:
– Se eu esperar, vou magoar-me.
– Se eu quiser, vou perder.
– Se eu me importar, vou ser esmagada.
Como estratégia, começamos a gerir as expectativas tornando o sonho menor.
A outra parte vem da infância.
Se os teus cuidadores foram inconsistentes, emocionalmente indisponíveis, punitivos ou desdenhosos quando expressavas um desejo, aprendeste a pré-rejeitar aquilo que querias como forma de proteção.
Isto não é fraqueza — é sobrevivência.
Quando somos crianças, somos extraordinariamente competentes a descobrir como nos proteger, sobretudo quando ninguém o faz por nós.
O problema é este:
A estratégia que te protegeu em criança pode estar a sabotar-te enquanto adulta.
Continuas a tentar manter-te segura permanecendo pequena.
E isso… já não funciona.
Deixa-me ser clara contigo:
Tu não tens medo de falhar. Tens medo de sentir.
Aprendeste a anestesiar os teus desejos, a reduzi-los, e com isso aprendeste também a aceitar migalhas nas relações, na carreira, no dinheiro, na forma como te posicionas no mundo.
Não pedes o aumento que mereces.
Não concorres à vaga que realmente queres.
Não te permites querer mais amor, mais presença, mais vida.
Existem inúmeras crenças associadas a isto:
– que desejar é pecado
– que é egoísmo
– que a vida só corre bem a quem “nasceu… virado para a lua” (eu não quis usar a expressão idiomática completa)
Mas os desejos não são caprichos, em vez disso, os desejos são direção.
São informação interna sobre para onde queres ir, sem entrar em conflito com os teus valores.
A decepção não te mata.
Falhar não é o problema — o problema é não tentar.
Não tens que te sentir segura o tempo inteiro, a vida não vai deixar que esse sentimento seja estável porque a vida não é assim, nem os batimentos cardíacos são, se fossem não estarias a ler esta mensagem… Aprende a filosofia da vida – a vida é feita de momentos de sucesso e momentos em que erramos para que possamos aprender com os erros e continuar a tentar, porque viver é ter este movimento e não ficar parada.
Viver não é ficar parada — é permitir-se avançar, mesmo com medo.
Por isso, convido-te agora a parar e refletir:
O que é que eu desejo na minha vida… mas tenho medo de querer?
O teu desejo não é irrealista. E também não significa que tudo se tornará realidade. Mas isso não o torna menos válido, nem menos importante.
Permite-te querer. E começa a dar passos nessa direção.
Permite-te querer
Se sentes que estás pronta para aprofundar este caminho, convido-te a conhecer a Imersão “Desperta a Sua Personalidade”, conduzida por quatro terapeutas especializadas em diferentes áreas, num trabalho profundo de autoconhecimento e reconexão contigo.
Entra em contacto comigo e eu encaminho-te.
Vemo-nos lá.

Para muitas pessoas, colocar limites não é apenas uma questão de comunicação; é uma questão de identidade. Sentir culpa ao

Ninguém casa a pensar em magoar o outro, em deixar que a chama do amor se apague, em se afastar,

Se já te fizeste essa pergunta, quero que saibas que não estás sozinha. E, acima de tudo, quero que possas